O alfabeto ou abecedário é uma forma de registrar uma língua cujos caracteres (as letras) correspondem a um respectivo fonema (unidade básica de som). Essa correspondência nem sempre é perfeita. Em alguns casos temos letras que podem representar fonemas diferentes. No português, por exemplo, a letra ‘x’ pode representar fonemas diferentes (enxame, próximo) e representar mais de um fonema ao mesmo tempo.


Alfabeto (maiúsculas – minúsculas)
Alfabeto maiúsculo e minúsculo

A – a B – b C – c D – d
E – e F – f G – g H – h
I – i J – j K – k L – l
M – m N – n O – o P – p
Q – q R – r S – s T – t
U – u V – v W – w X – x
Y – y Z – z

A palavra alfabeto é de origem grega (alphabetos), através do latim (alphabetum), constituída pelas duas primeiras letras do alfabeto grego (alpha e beta, correspondentes ao ‘a’ e ‘b’, respectivamente). No dicionário significa uma série de letras de uma língua, geralmente numa ordem convencionada. Apesar de ter convencionado o termo alfabeto como originário por alpha e beta, o idioma fenício séculos antes já trazia Alef e Bet, as duas primeiras letras. O alfabeto segue uma ordem, que se emprega por exemplo, para a ordenação de dicionários, enciclopédias ou até mesmo listas de coisas.

A escrita alfabética se opõe a outras formas de escrita, como a ideográfica (símbolos gráficos ou desenhos), usada em vários países orientais, e outras formas menos comuns. Existem diversos alfabetos além do latino como, por exemplo, o alfabeto japonês, cirílico, grego, entre outros.

Etimologia:


Em português, a etimologia do termo “alfabeto” é bem nítida, procedendo do grego “alfa+beta”. Entretanto, o termo ab ou ib também foi usado pelos hebreus para denominar a divindade máxima da sua religião monoteísta. Para a religião egípcia, a parte mais importante da alma era o Ab ou Ib (coração). Segundo esta etimologia ab são as duas primeiras letras do alfabeto hebraico e grego, respectivamente: a=aleph e alpha, no hebraico=pai; e b=bet e beta, no hebraico=útero ou casa. A união destas letras compõem a palavra alfabeto ou, segundo a Bíblia, A Palavra ou o próprio Deus, no hebraico, pai e mãe.

História:


ABC Não há como determinar a verdadeira exatidão da data de surgimento do alfabeto. A história remonta à metade do segundo milênio antes de Cristo e a um povo de origem semita, os fenícios. Esse povo possuía uma cultura comercial marítima muito forte chegando a formar colônias por todo o Mediterrâneo, inclusive na península Ibérica. Com o objetivo de facilitar a comunicação e, consequentemente, o comércio, surgiram, as primeiras manifestações escritas que acabariam por originar o alfabeto fenício, que logo se espalhou Mediterrâneo afora. A língua fenícia, que na realidade era um abjad (cada símbolo representando uma consoante) era composta por 22 sinais gráficos – apenas consoantes, já que a língua sendo de origem semita as vogais eram deduzidas pelo contexto.

Com a difusão desse alfabeto, os gregos se apropriaram dele e o adaptaram para o seu contexto. Tal processo foi lento. Acredita-se que só ao final do século V a.C., a cidade de Atenas, grande centro cultural da Grécia, oficializou a adoção da escrita alfabética. A grande mudança – a inserção das vogais. Para isso, foi excluído alguns caracteres usados para sons que não existiam na língua grega, e aproveitaram para representar os fonemas vocálicos. De igual modo os gregos criaram símbolos para representar os fonemas que não existiam na língua dos fenícios. Com isso, chegamos ao alfabeto grego tal qual o conhecemos hoje, a única diferença é a pronúncia de algumas letras.

Embora seja mais que provável que todos os alfabetos europeus tenham se originado do alfabeto fenício, os egípcios reivindicam a invenção do alfabeto, que os fenícios introduziram na Grécia. Segundo Tácito, importante historiador romano, quem primeiro simbolizou as ideias foram os egípcios, utilizando figuras de animais. Estes registros ainda podem ser vistos em cavernas e formações rochosas. Quase todos os alfabetos do mundo hoje em dia descendem diretamente deste desenvolvimento, ou foram inspirados por ele. Como é o caso do alfabeto mais utilizado no mundo, o alfabeto latino, derivado do grego, o primeiro alfabeto ‘real’, por distinguir de maneira consistente letras tanto as consoantes quanto as vogais.